Entrevista

10 06 2009

Entrevistei Eduardo Romeiro, 23, mais conhecido como Orelha. Publicitário, começou a fotografar como um hobby. Não parou mais. Hoje, fotografa artistas como: Teatro Mágico, Fresno, Nx Zero, Granada, Glória, Pitty… Uma carreira curta, mas com um sucesso enorme. Esse é Orelha.

Quando surgiu o interesse por fotografia?

O interesse pela fotografia apareceu desde criança mesmo, pois meu pai sempre gostou de bater foto da família e de tudo mais, nada profissional, claro, mas despertou um interesse de criança sobre isso. Cresci sempre fotografando muitas coisas, até sem necessidade, apenas por prazer de tirar a foto e ver como ficava. Na faculdade tive o primeiro contato profissional com a arte, desde então não parei de tentar me aperfeiçoar.

Fazia alguma coisa antes de ser fotógrafo?

Antes de ser fotografo trabalhava como design em uma gráfica de Cotia e  já trabalhei como auxiliar de estúdio de gravação.


Você começou a fotografar com quantos anos?

Profissionalmente foi aos 20 anos.


Qual foi seu primeiro trabalho?

O primeiro trabalho recebendo já não lembro. Mas o primeiro show que eu fui fotografar foi Fresno na Tribe House.

Porque tirar fotos de bandas?

Foi uma coisa que aconteceu naturalmente, os amigos chamavam e assim foi pintando os primeiros trabalhos. Mas eu não me fecho apenas em fotografar bandas, tenho outros trabalhos com modelos, fotos sociais, entre outras coisas que acabo não divulgando muito.


Que bandas você mais curti?

Gosto muito, muito mesmo de Foo Fighters, AC/DC, Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam, Incubus, Linkin Park, Rage Against the Machine, Sublime, Slipknot,  essas não podem faltar. Tem bastante banda que não sai do meu playlist. Bandas nacionais é legal citar: Granada, Charlie Brown Jr., 9Mil Anjos (que muita gente não gosta), O Rappa, Skank, Jota Quest e têm mais  algumas que, com certeza,  me esqueci.

Show da Banda Granada

Show da Banda Granada


Você gosta das bandas que fotografa?

Geralmente acabo gostando do som. Pra música tenho a cabeça bem aberta e não me fecho para novas bandas ou novas tendências em sons. Porém, tem muita banda que já fotografei que não gosto… (risos).


O que aconteceu de mais engraçado com você tirando uma foto?

Uma vez no show do Inferno Club, lançamento do álbum “UM” do Envydust, estava cobrindo o evento para eles. Em uma das músicas  subi do lado do Shelka, guitarrista, e acabei batendo em uma tomada, detalhe:  estava tudo ligado nessa bendita tomada. Já imaginou o que aconteceu, né? Tudo desligado só a voz e a batera rolando. Daí, o Max, vocalista, falou: “Pô, relaxa, Orelha, ninguém aqui vai contar pra galera que foi você que desligou tudo” (risos)


Qual foi a melhor foto que você já tirou?

Cara, é foda dizer qual foi a melhor, pois cada vez que pintam, graças a Deus, vêm as melhores. Espero que continue assim, mas sempre existem as que a gente gosta mais, né?


Qual é o equipamento que você usa atualmente? E quais já usou?

Comecei usando uma Canon 300D. Hoje já estou com uma melhor e uso a Canon 50D.


Se não fosse fotógrafo, o que seria?

Provavelmente, estaria seguindo a profissão que sou formado: publicitário.


O que você acha da fotografia atualmente?

Acho que a fotografia em geral esta passando por um momento delicado, pois,  com a facilidade de se ter uma câmera boa em mãos, a profissão acaba sendo banalizada, porém,  é uma evolução que acontece e não podemos fugir, cabe aos bons fotógrafos se destacarem nisso tudo e manter a fotografia em um alto nível. Como sempre foi.


Quem é o melhor fotógrafo brasileiro atualmente? E estrangeiro?

Cara, destacar um melhor fotógrafo é complicado, porque cada um é bom em um estilo. Destacaria Sebastião Salgado, Rodrigo Ribeiro, Steve McCurry, Robert Capa e gostaria também de destacar dois amigos meus que me inspiram bastante: César Ovalle e Mauricio Santana.

Orelha

Orelha

Ficou com água na boca? Com gostinho de quero mais? Clique nos links e veja o trabalho do Orelha.

SITE: http://www.orelhafotos.com.br

FLICKR: http://www.flickr.com/photos/orelha

MYSPACE: http://www.myspace.com/orelhafotos

TWITTER: http://www.twitter.com/orelhafotos

BLACKBOX ALBUM: http://www.fotolog.com/blackbox_album

FCO ORELHETES: http://www.fotolog.com/orelhetes

COMUNIDADE FCO ORELHETES: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=56976172

COMUNIDADE OFICIAL: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44815588

Fagner Morais

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A pergunta que não quer calar

9 06 2009

Repórter, editor, locutor, âncora, narrador esportivo, rádio escuta, produtor e….fotógrafo!

Atualmente, diversas são as áreas de atuação no jornalismo, com um mercado amplo e muitas vezes promissor. 

Mas e a fotografia? Será que também têm sido valorizada como uma boa área para seguir carreira?

 

 

Mara Fagundes





Desafio Pixel

9 06 2009

Após tantas dicas e bate-papos com profissionais da área, a equipe Pixel decidiu desafiar você, leitor, a colocar a teoria na prática.

O nome pode inibir, mas iniciantes são muito bem vindos: 2º Concurso Nacional de Fotografia ” Consigo a melhor imagem”

O concurso é aberto a todos os fotógrafos profissionais e amadores, sem limite de idade. Menores de 18 anos podem participar mediante autorização dos pais e/ou responsáveis.

As imagens obrigatoriamente devem ter sido retiradas no Brasil, com o tema “Poesia da Luz”, cabendo à quem estiver por trás das lentes escolher se vai explorar a luz natural ou artificial.

O concurso será dividido em três partes: FotoJornalismo ( voltado à cobertura jornalística), Fotografia de Eventos (casamentos, festas, shows) e Livre ( a critério do fotógrafo).

Serão escolhidos 30 trabalhos, 10 de cada categoria. Destes, apenas os primeiros, segundos e terceiros colocados serão premiados em dinheiro.

O primeiro lugar recebe cinco mil reais para gastar com equipamentos fotográficos na loja da Consigo; o segundo receberá um vale-compras de três mil reais; o terceiro será presenteado com mil e 5oo reais.

Os demais premiados poderão expor suas obras no mês de setembro no Salão de Exposições da Consigo.

A classificação será revelada na cerimônia de entrega dos prêmios em São Paulo no dia 19 de agosto de 2009, Dia Mundial da Fotografia, em local a ser definido, com a presença dos jurados, fotógrafos convidados, representantes da indústria e das entidades de classe do mercado fotográfico.

Despesas como transporte aéreo ou rodoviário, estadia e traslados  serão coordenadas e custeadas pela organização do Concurso para os vencedores que residirem em um raio igual ou superior a 400 quilômetros da cidade de São Paulo. Despesas com acompanhante ficarão a cargo de cada vencedor.

Para mais informações acesse o site do concurso.

Mara Fagundes

*Abaixo algumas fotos vencedoras no ano passado:

 

Primeiro lugar - Categoria FotoJornalismo

Primeiro lugar - Categoria FotoJornalismo

 

 

 

Segundo lugar - Categoria FotoJornalismo

Segundo lugar - Categoria FotoJornalismo

Terceiro lugar - Categoria Livre

Terceiro lugar - Categoria Livre

 




Você sabia que…

7 06 2009

– que a primeira foto do espaço foi tirada em 24 de outubro de 1946, de um míssil V-2, a uma altitude de 100 km;

– a primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1825 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar;

Primeira fotografia registrada

Primeira fotografia

– a primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell;

Primeira fotografia da história

Primeira fotografia colorida da história

o filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963;

– a primeira câmera digital do mundo foi inventada em 1975, por Steven J. Sasson, um funcionário da Kodak;

Câmera digital

Câmera digital

o melhor diretor de fotografia deste ano no Oscar foi Anthony Dod Mantle por “Quem quer ser um Milionário”;

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– em 1940 “E o Vento levou” ganhou o Oscar na categoria melhor fotografia colorida.

São apenas algumas curiosidades da fotografia. Olhem, por exemplo, para primeira câmera digital inventada e para as de hoje… Quanta diferença.

Fagner Morais





Compondo fotos marcantes

4 06 2009

Assim como na pintura, uma boa fotografia é reconhecida por sua composição, que deve ter um bom equilíbrio e um forte centro de interesse.

Alguns conselhos que podem ajudar na criação de imagens bem equilibradas são:

– Definir bem o centro de interesse;

– Apresentar uma mensagem clara;

– Criar profundidade;

– Ousar na composição;

Decida qual a porção da cena deve ser incluída na foto, evite assuntos não relacionados com o assunto principal.

Veja um exemplo de uma boa composição:

Foto de Pieter Bart van Dorp - Recife - PE

Foto de Pieter Bart van Dorp - Recife - PE

Outra dica muito eficaz é evitar que o olho do observador se perca vagando pela imagem procurando algo para observar.

Inclua sempre na composição um assunto que ofereça um ponto interessante e evite fusões (fundos confusos, cabeças ou pés cortados). Leve em conta os componentes artísticos quando estiver planejando sua foto dentro de uma paisagem.

Um bom treino é observar o trabalho de grandes fotógrafos como os da National Geographic que dizem que criatividade e inteligência são mais importantes do que a rigidez de regras.

Já o fotógrafo Dennis Delamare, dá outra dica para se conseguir uma bela imagem:

“É preciso pensar no que se busca quando se fotografa, observar os objetos que compõe a foto separadamente e ter a percepção se eles são harmoniosos entre si, e neste momento se clica e a partir do resultado se modifica algum aspecto ou objeto da composição. Fotografar flores e vegetações é um ótimo exercício de composição, pois é possível trabalhar tanto com cores como também profundidade e luz”.

Foto de Dennis Delamare

Foto de Dennis Delamare

A escola de fotografia focus disponibilizou um vídeo muito interessante que fala desse assunto:

Agora use a criatividade! Observe os elementos de composição de uma foto, aprenda com os grandes fotógrafos e clique muito!

*Fonte de pesquisas: Curso de fotografia da National Geographic

Lisia Lemes





Domingo entre fotografias de Vik Muniz

2 06 2009

Impressionante !

Fantástica !

Absurda !

São algumas das expressões ouvidas quando as pessoas deixam a Exposição de Vik Muniz no MASP.

Depois de passar pelos Estados Unidos, Canadá e México, a mostra retrospectiva de 20 anos de carreira de Vik Muniz chegou ao Brasil. Primeiro, a exposição foi apresentada no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio e, desde 24 de abril 2009, está em São Paulo, no Masp.  A relação da fotografia com o desenho é o mote principal da mostra, como diz o artista. “Quero mexer com a ideia de imagem como interação”, diz Vik Muniz, de 47 anos, que vive nos EUA, mas também tem ateliê no Rio.São algumas das expressões que as pessoas dizem quando saem da Exposição de Vik Muniz, no MASP.

São 131 obras, todas fotografias, mas não do gênero fotográfico puro, deve-se dizer, perpassando criações de desde 1988 até os dias atuais. Vik Muniz explora propositalmente um caráter híbrido e ambíguo da imagem, o que torna suas obras sedutoras.

A exposição ”Vik”, realizada pela Aprazível Edições e Arte, de Leonel Kaz e Nigge Loddi – a mostra é acompanhada de livro – não são todas as fotografia do artista, mas mostra a relação da fotografia e do desenho com conjuntos temáticos precisos, alguns deles, inéditos, como ”Imagens de Papel” (a partir de fotografias p&b) e ”Quebra-Cabeças”. Vik começa com as primeiras obras de sua trajetória em torno da imagem, desenhos que fez a partir de fotos que via na revista Life e que fotografou. Informações do Jornal da Tarde.

As mais de 200 imagens que compõem as 131 fotografias – com dimensões que vão de 23,6cm X 33cm a 292,1cm x 180,3cm – terão a companhia de três vídeos realizados por um colaborador de Muniz, o fotógrafo Fabio Ghivelder. Eles revelam o processo criativo de algumas séries do artista, fazendo uma espécie de making of da construção de suas obras. Um desses vídeos será exibido através de um monitor de plasma colocado no chão, para que o espectador possa compartilhar o ponto de vista de Muniz ao fotografar de cima as obras da série ‘Pictures of Garbage’ (Imagens de Lixo). O vídeo foi feito em ultra high definition, com a animação de três mil fotografias. Na série, catadores de lixo de Gramacho encarnam personagens de obras consagradas, recriadas com o material recolhido do próprio aterro sanitário onde trabalham.

Não dá para definir a exposição de Vik Muniz é preciso ir até lá para conferir.

Veja abaixo uma matéria feita por uma TV Mexicana sobre a exposição:

Local: Museu de Arte de São Paulo – MASP – Av. Paulista, 1578
Telefone: (11) 3251 5644
Quanto:  Inteira – R$ 15,00 – Estudantes – R$ 7,00
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos – Gratuito
Às terças-feiras a entrada é gratuita
Classificação etária: livre
Estacionamento pago no local
Acesso a deficientes

Informações para a imprensa:
Factoria Comunicação
Mario Canivello ( mario@factoriacomunicacao.com )
Vanessa Cardoso ( vanessa@factoriacomunicacao.com )
Alan Diniz ( alan@factoriacomunicacao.com )
Tels: (21) 2274.0131 / 2239.0835

Djanira Leonardo





Muito além da profissão

1 06 2009

Artista plástico, ilustrador, professor, jornalista e fotógrafo. É assim que podemos definir nosso entrevistado da semana, que há mais de 20 anos se aventura no mundo da fotografia. Seus cliques já foram vistos por todo o Brasil em revistas como a Veja, Época, Playboy e VIP, além de veículos renomados de São Paulo, como a Folha e o Estadão.

Aventureiro também é um bom adjetivo para definir alguém que já fez piruetas, literalmente, para registrar a imagem ideal e que se diz um amante da profissão.

Com vocês, Tadeu Loppara

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Mara Fagundes